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08 julho 2011

-> Dormir pouco faz mal à saúde

A Importância do Sono
 
Dra. Regeane Trabulsi Cronfli
 

É um total contra-senso o fato de que, num mundo em que cerca de 16 a 40% das pessoas em geral sofrem de insônia, haja aquelas que, iludidas pelos valores da sociedade industrial, esforçam-se por reduzir o número de horas de sono diário. Com isso acreditam, provavelmente, que um corpo "treinado" para dormir menos nos permita ampliar o número de "horas úteis" do dia, mantendo o mesmo desempenho.
Pura ilusão ou, mais provavelmente, uma boa dose de ignorância sobre a importância que o sono tem no funcionamento de nosso corpo e da nossa mente.
Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados,  podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e ao diabetes .
Alguns fatos comprovados por pesquisas podem nos dar uma idéia da importância que tem o sono no nosso desempenho físico e mental. Por exemplo, num estudo realizado pela Universidade de Stanford, EUA, indivíduos que não dormiam há 19 horas foram submetidos a testes de atenção. Constatou-se que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue - quantidade equivalente a três doses de uísque. Igualmente, tomografias computadorizadas do cérebro de jovens privados de sono mostram redução do metabolismo nas regiões frontais (responsáveis pela capacidade de planejar e de executar tarefas) e no cerebelo (responsável pela coordenação motora). Esse processo leva a dificuldades na capacidade de acumular conhecimento e alterações do humor, comprometendo a criatividade, a atenção, a memória e o equilíbrio.

O sono e os hormônios
A longo prazo, a privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que é durante o sono que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo. Por exemplo, o pico de produção do hormônio do crescimento (também conhecido como GH, de sua sigla em inglês, Growth Hormone) ocorre durante a primeira fase do sono profundo, aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir.
   
As Fases do Sono
   

Fase 1 Melatonina é liberada, induzindo o sono(sonolência)
Fase 2  Diminuem os ritmos cardíaco e respiratório, (sono leve) relaxam-se os músculos e cai a temperatura corporal
Fases 3 e 4  Pico de liberação do GH e da leptina; cortisol começa (sono profundo) a ser liberado até atingir seu pico, no início da manhã
Sono REM Sigla em inglês para movimento rápido dos olhos, é o pico da atividade cerebral, quando ocorrem os sonhos. O relaxamento muscular atinge o máximo, voltam a aumentar as freqüências cardíaca e respiratória

Qual é o papel do GH? Entre outras funções, ele ajuda a manter o tônus muscular, evita o acúmulo de gordura, melhora o desempenho físico e combate a osteoporose. Estudos provam que pessoas que dormem pouco reduzem o tempo de sono profundo e, em conseqüência, a fabricação do hormônio do crescimento.
A leptina, hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade, também é secretada durante o sono. Pessoas que permanecem acordadas por períodos superiores ao recomendado produzem menores quantidades de leptina. 

Resultado: o corpo sente necessidade de ingerir maiores quantidades de carboidratos.
Com a redução das horas de sono, a probabilidade de desenvolver diabetes também aumenta. A falta de sono inibe a produção de insulina (hormônio que retira o açúcar do sangue) pelo pâncreas, além de elevar a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse, que tem efeitos contrários aos da insulina, fazendo com que se eleve a taxa de glicose (açúcar) no sangue, o que pode levar a um estado pré-diabético ou, mesmo, ao diabetes propriamente dito. Num estudo, homens que dormiram apenas quatro horas por noite, durante uma semana, passaram a apresentar intolerância à glicose (estado pré-diabético).
Mas qual é a quantidade ideal de horas de sono? Embora essa necessidade seja uma característica individual, a média da população adulta necessita de 7 a 8 horas de sono diárias. Falando em crianças, é especialmente importante que seja respeitado um período de 9 a 11 horas de sono, uma vez que, quando elas não dormem o suficiente, ficam irritadiças, além de terem comprometimento de seu crescimento (devido ao problema já mencionado sobre a diminuição do hormônio do crescimento), do aprendizado e da concentração.

É na escola que os primeiros sintomas da falta de sono são percebidos. O desempenho cai e a criança pode até ser equivocadamente diagnosticada como hiperativa, em função da irritabilidade e de sua dificuldade de concentração, conseqüentes da falta do sono necessário. É no sono REM, quando acontecem os sonhos, que as coisas que foram aprendidas durante o dia são processadas e armazenadas. Se alguém, adulto ou criança, dorme menos que o necessário, sua memória de curto prazo não é adequadamente processada e a pessoa não consegue transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido. Em outras palavras: se alguém - adulto ou criança - não dorme o tempo necessário, tem muita dificuldade para aprender coisas novas.

Riscos provocados pela falta de sono a curto prazo: cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração.
 
Riscos provocados pela falta de sono a longo prazo: falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastro-intestinais e perda crônica da memória.
   
Conselhos para Dormir Melhor  
  • À noite, procure comer somente alimentos de fácil digestão e não exagerar nas quantidades
    Evite tomar café, chás com cafeína (como chá-preto e chá-mate) e refrigerantes derivados da cola, pois todos são estimulantes ("despertam").
  • Evite dormir com a TV ligada, uma vez que isso impede que você chegue à fase de sono profundo.
  • Apague todas as luzes, inclusive a do abajur, do corredor e do banheiro
  • Vede bem as janelas para não ser acordado(a) pela luz da manhã
  • Não leve livros estimulantes nem trabalho para a cama
  • Procure usar colchões confortáveis e silenciosos
  • Tire da cabeceira o telefone celular e relógios
  • Tome um banho quente, de preferência na banheira, para ajudar a relaxar, antes de ir dormir
  • Procure seguir uma rotina à hora de dormir, isso ajuda a induzir o sono

24 junho 2011

-> Alergias Alimentares

Tratamento Natural nas Alergias Alimentares

Quando falamos de alergias alimentares, geralmente o que vem primeiro à mente são aquelas reações mais clássicas como prurido e vermelhidão da pele, edemas pelo corpo etc. Esses são sinais clássicos do que chamamos de alergia imediata, mas queremos lembrar que além deste, existe um outro tipo de alergia muito mais comum, que corresponde a  cerca de 98% das alergias alimentares: são as alergias tardias, que recebem esse nome porque seus sinais se manifestam  entre 2 e 72 horas depois do contato com o alimento (1).
Diferente das alergias imediatas (que se manifestam imediatamente ou até 8 horas depois do contato com o alimento, com grande atuação das imunoglobulinas do tipo E), as tardias nem sempre têm diagnóstico fácil, exatamente pela dificuldade de se saber exatamente qual alimento a causou. Com prevalência das imunoglobulinas do tipo G, os seus sinais podem aparecer de diversas formas, seja por problemas respiratórios (rinite, bronquite, sinusite), otite, enxaqueca, insônia, hiperatividade, ansiedade, depressão, dermatites, micoses, obesidade etc (1).
Seja qual for o tipo de alergia diagnosticada, a primeira conduta do tratamento é a exclusão total do alimento alergênico por período que varia conforme a gravidade do caso (1,2). Há casos em que a exclusão total precisa ser permanente, principalmente quando o alimento coloca em risco a vida do paciente.
Confira os principais alimentos alergênicos e as sugestões de substitutos no tratamento (1, 2, 3, 4, 5, 6):
Alimento alergênico Sinais da alergia Sugestões para substituir
Leite e derivados (especificamente as proteínas caseína e lactoglobulinas) Problemas respiratórios (rinite, bronquite, sinusite, asma, etc) e outras doenças crônicas como diabetes e artrite reumatóide Couve, rúcula, mostarda, repolho, gergelim, brócolis, tofu (queijo de soja)
Trigo, aveia, cevada e centeio (alimentos com glúten) Hiperatividade, depressão, infecções, dores musculares (fibromialgia, por exemplo), doenças auto-imunes Arroz e derivados (como farinha de arroz), quinua, trigo sarraceno, milho e derivados, inhame, mandioca e derivados como a fécula
Ovos (proteínas ovalbumina, conalbumina) Insônia, sinusite, infecções Quinua, levedo de cerveja, cereais integrais (arroz integral, trigo sarraceno, milho)
Soja Urticária, infecções Feijão azuki, ervilha, grão de bico
Aditivos alimentares:
 - tartrazina (corante amarelo presente em gelatinas, balas e sucos artificiais) Asma, urticária Sucos naturais, gelatina de ágar-ágar (natural), doces naturais de frutas (sem aditivos químicos)
 - sulfitos (conservadores de frutas secas, vinhos e sucos artificiais). Ex: metabissulfito de sódio Asma, urticária Doces naturais de frutas (sem aditivos químicos), frutas in natura e liofilizadas (sem aditivos artificiais), suco concentrado de uva (de preferência, orgânico)
 - glutamato monossódico (realçador de sabor presente em temperos e molhos artificiais, macarrões instantâneos convencionais, salgadinhos tipo snacks etc) Enxaqueca, depressão Ervas naturais (para temperos), molhos caseiros, macarrões instantâneos integrais com temperos naturais (sem glutamato)
Outro ponto importante, que costuma causar confusão mesmo entre os profissionais é a diferença entre alergia e intolerância alimentar. A alergia é uma reação imunitária que acontece a partir do contato com as proteínas do alimento, já a intolerância refere-se a qualquer resposta anormal do organismo a um alimento ou aditivo, mas que não ativa o sistema imunitário (2). Um exemplo clássico dessa diferença é a alergia ao leite (citada na tabela acima) e a intolerância à lactose, que acontece no trato digestório, quando há falta da enzima lactase (que digere a lactose). Os sinais mais comuns da intolerância à lactose são diarréia, flatulência e sensação de estufamento abdominal.
Tanto o diagnóstico das alergias quanto das intolerâncias não costuma ser simples, até porque, principalmente no caso das alergias tardias, deve-se considerar outros fatores como predisposição genética, exposição ambiental, fatores emocionais etc. A tarefa do nutricionista clínico e do médico é fazer uma avaliação bem detalhada para trazer melhores resultados no tratamento.

Referências Bibliográficas:
1- CARREIRO, D.M. Terapia Nutricional na Alergia Alimentar. VP Consultoria, 2006.
2- PEREIRA, ACS e col. Alergia alimentar: sistema imunológico e principais alimentos envolvidos. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde. 29(2): 189-200, 2008.
3- CORDAIN, L e col. Modulation of immune function by dietary lectins in rheumatoid arthritis. Br J Nutr. 83(3): 207-17, 2000.
4. VIRTANEN, SM e KNIP, M. Nutritional risk predictors of beta cell autoimmunity and type 1 diabetes at a young age. Am J Clin Nutr. 78(6): 1053-67.
5- THUNE, P e GRANHOLT, A. Provocation tests with antiphlogistica and food additives in recurrent urticaria. Dermatologica. 151(6):360-7, 1975.
6- BITTENCOURT, AL e col. Immunogenicity and allergenicity of 2S, 7S and 11S protein fractions. Rev Bras Cien Farm. 43(40: 597-606,2007.

17 junho 2011

-> Doenças auto-imunes



Os Caminhos para a Recuperação de Doenças Auto-Imunes

por Vera Bassoi - verabassoi@gmail.com

 

- Parte 1 

Estou escrevendo este artigo atendendo aos vários apelos vindos daqueles que leram os dois artigos anteriores, cujo título é “Doença Auto-Imune. O que é isso?” (Parte 1 e Parte 2). Recebi inúmeros pedidos de socorro e, portanto, sinto-me na obrigação de contribuir mostrando a luz no fundo do túnel.

Aos leitores que ainda não tiveram a oportunidade de ler os artigos citados, sugiro que, antes, tomem conhecimento daqueles para que possam assimilar melhor o conteúdo deste. Então, vamos lá...

Os mesmos caminhos usados pelos sentimentos (emoções) para se expressarem, e que podem conduzir ao aparecimento de doenças auto-imunes, podem e devem também ser usados para restabelecer a saúde. No quadro abaixo, vemos como a mente e o corpo podem interagir para criar saúde. Temos uma explicação que começa no domínio psicológico:



1. A Intervenção ou Ajuda Psicológica
O primeiro passo para a cura será tomar consciência do que pode estar nos afetando. A maioria de nós não sente a necessidade de estar atento às coisas que nos afetam, quando tudo está indo bem. A vida torna-se uma espécie de piloto automático que vai nos levando, até que...a doença ou a infelicidade sobrevém e nos sentimos esmagados, mergulhados em um mar indiferenciado de acontecimentos e emoções.

Há que se deixar de lado o orgulho e a vaidade e reconhecer que somos frágeis e precisamos de ajuda. Precisamos de médicos sim, mas, com certeza, precisamos de alguém que nos mostre o caminho de volta para a nossa essência – o caminho do Autoconhecimento. Cuidar de si mesmo é o primeiro de todos os cuidados. Só nós mesmos seremos os nossos verdadeiros curadores, porém dificilmente conseguiremos fazer essa caminhada sozinhos. Necessitamos da intervenção ou ajuda de um profissional na área.
O papel do psicoterapeuta, em direção à recuperação da saúde, é ajudar os doentes a fortalecer as suas convicções de que o tratamento é eficiente e que as defesas do seu corpo são poderosíssimas. Em seguida, deverá colaborar para que o doente aprenda a lidar, de maneira mais eficiente, com o estresse na vida cotidiana, sem se deixar contaminar pelo negativismo. E para que as pessoas passem a acreditar que podem resolver os problemas que surjam, para que acreditem que podem lidar com eles de forma tal que não se deixem dominar ou se sentir vencidos, é muito importante que haja uma mudança, seja na percepção que elas têm de si mesmas, seja na percepção dos próprios problemas que têm que ser vistos sob outra ótica.

2. Esperança e Vontade de Viver
O resultado das crenças dos pacientes em relação às suas possibilidades de recuperação, adicionado a uma "redecisão" quanto aos problemas que enfrentam, é uma abordagem de vida que inclui a Esperança e a Vontade de Viver. A Esperança provém da Fé. Refiro-me à Fé no sentido amplo, ou seja, a certeza de que há uma “Força Maior” que nos guia e não nos abandona jamais, pois a nossa essência, a nossa alma, é parte Dela e Ela está em nós. Todos somos seres divinos, somos fagulhas ou centelhas do mesmo “Fogo Sagrado” ou da mesma “Luz Criadora”.
Quero dizer também que é preciso ter Fé em si próprio, acreditar que se é capaz de realizar as transformações necessárias nas suas emoções, na sua mente e no seu espírito. É preciso deixar de se sentir vítima e tomar as rédeas de sua própria vida, melhorando, dessa forma, a sua auto-estima. É necessário, também, readquirir a Fé na humanidade, desenvolvendo a compaixão e o Amor Incondicional, pois aquele que fica fechado em si mesmo perde a visão do Todo. É imprescindível voltar a sentir Vontade de Viver. O re-equilíbrio vem de dentro para fora, ou seja, da alma para a mente, da mente para as emoções, das emoções para o físico. Só assim se alcança a saúde no corpo.

3. Sistema Límbico
Os sentimentos alterados de Esperança e de Vontade de Viver ficam registrados no sistema límbico, da mesma maneira como antes estavam os antigos sentimentos de desesperança e de desespero. Haverá uma mudança significativa nessa parte do cérebro.

4. Atividade Hipotalâmica
Uma vez que esses novos sentimentos estejam registrados no sistema límbico, as mensagens são enviadas ao hipotálamo, refletindo o sistema emocional alterado - um novo estado que inclui uma Vontade maior de Viver. O hipotálamo envia à glândula pituitária as mensagens que refletem esse novo estado emocional.

5. Sistema Imunológico
O hipotálamo, por sua vez, inverte a supressão do sistema imunológico, para que as defesas do corpo sejam, mais uma vez, mobilizadas contra as células anormais (enlouquecidas pelo estresse e por emoções negativas).

6. Atividade da Pituitária
A glândula pituitária, ao receber as mensagens do hipotálamo, as envia para o resto do sistema endócrino.

7. Sistema Endócrino
Trata de restabelecer o equilíbrio hormonal.

8. Redução das Células Anormais
Com o equilíbrio hormonal restabelecido, o corpo pára de produzir grandes quantidades de células anormais, deixando um número menor para que o tratamento, ou as defesas recuperadas do corpo, se encarregue delas.

9. Regressão dos Sintomas
O funcionamento normal do sistema imunológico e a diminuição da produção das células anormais criam condições propícias para que a doença regrida. As células anormais que restam podem ser destruídas pelo tratamento ou pelas defesas naturais do corpo.
Pela minha experiência, as pessoas que participaram de sua própria recuperação adquiriram forças de que não dispunham antes da doença. A partir do processo de ter que enfrentar uma doença terrível, fazer face a problemas existenciais importantes e aprender mais sobre o seu poder de recuperar a própria saúde, as pessoas recuperam não somente a saúde, mas também um senso de força e controle das suas vidas, que nunca perceberam antes de ser diagnosticada a doença.

- Parte 2

Bernie S. Siegel, em Amor, Medicina e Milagres, trata da sobrevivência a moléstias graves propondo dois grandes recursos para alterar o estado físico: emoções e imaginação. Representam as duas formas de fazer a mente e o corpo entrarem em comunicação mútua. As emoções e as palavras dão a saber ao corpo aquilo que dele esperamos e, imaginando certas mudanças, contribuímos para que o organismo as produza. O que está em nossa mente está, literal ou "anatomicamente", em nosso corpo. A ligação é feita pelas moléculas de peptídeos, fabricadas pelo cérebro, e pelo sistema imunológico.
Portanto, temos condições de mudar nossos processos corporais mudando nosso estado de espírito. Quando experienciamos estados alterados de consciência conquistados através de meditação, hipnose, visualização criativa, psicoterapia, psicanálise transpessoal ou regressão de memória, por exemplo, abrimo-nos para a possibilidade de transformação e cura.
Muitos estudos mostram que o relaxamento e técnicas afins podem ser úteis no combate aos efeitos negativos do estresse prolongado sobre os componentes do sistema imunológico.
Um sistema imunológico desregulado pode afetar tudo, desde sua suscetibilidade a resfriados até sua função natural de eliminar células cancerosas ou vírus da AIDS, e também pode ser um fator da asma, das alergias, do diabetes, da esclerose múltipla, da artrite reumatóide, do lupus e de outros distúrbios imunológicos onde o corpo ataca a si mesmo.

E, com as palavras abaixo, o Dr. Bernie S. Siegel justifica muito bem o título que deu ao livro, pois para ele o verdadeiro amor realiza milagres:-

“Se eu conseguir ensinar uma pessoa a ficar de bem com a vida, a sentir amor por si mesma e pelos outros, a alcançar a paz de espírito, é possível que se verifiquem as necessárias mudanças. Meu carinho e meus abraços talvez pareçam uma tolice, na enfermaria, mas eles têm base científica. O problema reside em que nós ainda não conhecemos as técnicas necessárias para desencadear, com rapidez e eficiência, o processo de cura em todos os doentes. Por isso, muitas mudanças se dão no nível do inconsciente, e é difícil avaliá-las clinicamente, sem cuidadosos testes psicológicos. Espero pelo momento em que possamos receitar algo como um abraço de três em três horas, em vez de um remédio ou de um impulso elétrico”. (Amor, Medicina e Milagres-pg.93).

Finalizando, a orientação que devo dar a todos que possuem uma doença auto-imune é:
1) ter um acompanhamento médico;
2) fazer psicoterapia para descobrir a causa inconsciente (e sempre tem, pode ter certeza);
3) ter esperança e vontade de viver;
4) manter a fé em si mesmo, nos outros e, sobretudo, no Ser Supremo (nunca mais se sentirá só);
5) buscar a complementação da ajuda em algum setor da terapia holística, assim como: - a prática de relaxamento, meditação, yoga, tai-chi-chuan, chi-kung, massagens relaxantes, aromaterapia, cromoterapia, reiki, acupuntura, shyatsu, cinesiologia, auriculoterapia, etc;
6) se for possível encontrar algum especialista em “constelação familiar”, procure urgente. É uma nova abordagem da Psicoterapia Sistêmica, criada por Bert Hellinger, que está proporcionando a realização de verdadeiros “milagres” na libertação dos emaranhados nós que residem no inconsciente. Já estou utilizando essa técnica com os meus clientes e, simplesmente, estou maravilhada. Se quiser saber sobre o assunto, leia o artigo "Constelações Familiares" de minha própria autoria, o qual se encontra neste mesmo site.